Quem nunca mandou uma carta? Quem nunca pregou um selo a alguém? Quem nunca selou um acordo? Quem nunca usou umas cuecas? Quem já subiu umas escadas e de repente não saber qual o andar em que se encontra? Bem, esta última questão pouco importa para o assunto mas quando tal vos acontecer, abram aquelas portas de corta-fogo e ao lado do elevador, normalmente, tem a indicação do andar.
Acho extremamente injusto identificar todas estas actividades com o mesmo nome, esse substantivo selo. Selo (do latim sigillum) numa carta e/ou postal poderia ser chamado de IQOTPPASQT (Imposto Que O Tanso Paga Para Alguém Saber Que Tem Saudades); selo que pregamos a alguém deveria ser reconhecido tão simplesmente como ADTSVAFM (Ai De Ti Se Voltas A Fazer O Mesmo); selar um acordo seria então ETSCEANPQAR (Espero Ter Sucesso Com Este Acordo Nesta Parceria Que Agora Realizamos); quem porventura usa cuecas, chega a casa e pensa LVELNODE (Lá Vou Eu Levar Nas Orelhas Da Esposa). Agora, percebem, como são acções incrivelmente distintas. Atentemos no exemplo ...
- Um homem vai aos Correios e pede um selo:
» H: Quero um Selo se faz favor
» Empregado: Não temos, estão esgotados.
» H: 'Tá a brincar comigo? Quer ver como lhe arranjo já um selo nessa cara?!
» E: Oh amigo, tenha calma .. é melhor selarmos um acordo qualquer não acha?
» H: É, é .. cá pra mim, tem é um selo noutro sítio ..
O que eu sugiro, é então o seguinte ...
- Um homem vai aos Correios e pede um sigillum:
» H: Quero um IQOTPPASQT se faz favor.
» Empregado: Não temos, estão esgotados.
» H: 'Tá a brincar comigo? Quer ver como lhe arranjo já um ADTSVAFM nessa cara?!
» E: Oh amigo, tenha calma .. é melhor um ETSCEANPQAR para acordarmos algo não acha?
» H: É, é .. cá pra mim, tem é um LVELNODE noutro sítio ..
Assim se fala bom português, meus caros!
MS
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