Quantas vezes nos deparamos com frases proferidas por atletas de alta competição "Queremos chegar à final" ou então "Depois de passarmos a fase de grupos, queremos ir o mais longe possível, quem sabe à final"? São pensamentos que me suscitam demasiada intriga. Estaria Coubertin a pensar no lugar denominado "primeiro dos últimos", isto é, vice-campeão, quando profetizava a máxima "Citius, Altius, Fortius"? Se assim fosse, criaria algo do género "Não tão Citius assim, nem tão Altius nem sequer tão Fortius" não acham? Adoraria ver no próximo Campeonato do Mundo, ou até na próxima edição da CAN 2010, no jogo da final, os campeões de joelhos no relvado, lamentando-se pela vitória obtida e os derrotados a festejarem intensamente com os adeptos, chorando lágrimas de alegria e a darem entrevistas a dizerem que tinham cumprido um sonho... faz sentido? Exacto, faz tanto sentido como uma tartaruga no deserto.
É de uma imbecilidade sem comparação quando um iluminado reproduz este tipo de sentença. Magoa-me o espírito e mata mais um pouco o desporto e a máxima que este defende.
MS