Pássaros, passarinhos, passarões, que voam e caem, estatelados no chão. Um carro, dois carros, vários carros, infinitos carros, que passam por cima desses mesmos pássaros que caem. Moem tanto que se faz pó. Pó que voa, paira, cai, é soprado e aspirado por narizes e bocas. Bocas que falam, conversam, pronunciam sons. Engasgam-se com pó e secam, morrem. Pós assassinos de conversas, que andam por aí à solta. À solta e aos saltos nos saldos. Saldos que sobem, descem, aparecem e desaparecem como nuvens. Nuvens que se espremem, sacodem, e atiram raios cá para baixo como se fossem Zeus. Raios assassinos de árvores e afins. Raios e curiscos vindos de não sei donde. Onde não sei a que propósito. Onde deve ser primo da onda e filho do Conde. O Conde Nabo mais parece um condenado. Condenado é coitado. Para outros é bem feito. Feito está esta dissertação.
P
Sem comentários:
Enviar um comentário