quinta-feira, fevereiro 16, 2006

Um Flash Espacial

Há alguma coisa no ar. Uma coisa especial ou talvez espacial. A sua identidade infinitamente desconhecida torna-a numa coisa qualquer. Mas qualquer coisa podia estar no ar, só que como nós sabemos que é essa coisa então, é a tal coisa. Talvez seja a tal dito cuja, mas no caso de não ser, o que é o mais provável, consideremos a sua vulnerabilidade incapacitantemente apróximada da rectificação dos sons agudos. Sons esses, que se vão tornando oblíquamente obscuros detridos de frescura e carregados de podridão. Assim, através da sua vulnerabilidade incapacitantemente apróximada da rectificação dos sons agudos, a coisa é pateticamente abraçada pela escoridão dos sons tenebrosos e tons outonais. Revestida agora por uma capa bege doentio mergulha na imensidão de desvaneios que lhe percorrem a mioleira como o xinfrim insuportável do chilrear dos pardais ao primeiro flash de luz estrelar vinda da inceneradora de lixo astral. Tendo cedido para o subsolo mendigo de frescura rica em vitalidade, a coisa está perdida como um parafuso com a ranhura comida por tristes incompetências.

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