Já pensaram no fascinante mundo da vida íntima da barata? Eu não mas prometo voltar a este assunto assim que lhe tiver dedicado uns pensamentos. Para já queria que pensassem comigo sobre a maneira íncrivel como ouvimos ou não ouvimos.
Por vezes damos por nós alheios ao que nos rodeia concentrados no tal dito cujo ou, até mesmo, em nada, mas o nada já foi discutido anteriormente. Ou seja, pessoas entusiasmadas a falarem com a nossa pessoa e nós a não ouvirmos uma única palavra que elas estão para ali a dizer. Mas isto é complicado porque aplicando o velho dizer primário "entra a cem e sai a duzentos" aquilo sempre entra mas acaba por sair, ou seja, nós ouvimos mas não ouvimos. É incrível como por vezes podemos estar rodeados de barulho e não ouvir nada apenas porque não nos dá jeito ouvir porque estamos a pensar em algo.
Mas acabando com as infracções do código da estrada, há também a possibilidade de estarmos a não ouvir e no fim acabamos por ouvir. Passo a explicar: na mesma situação em que não ouvimos, encontrando-nos em pensamentos pesados, mesmo falem conosco, não ouvimos nada, mas neste outro lado da audição, no fim acabamos por processar o não ouvido mudando-lhe o rótulo para ouvido. E o tal dito cujo que nos fala pode, por vezes pensar que não lhe prestamos atenção e...rabuja. Ora nós que não ouvimos o ouvido, acabamos por ouvir o não ouvido e deixamos esse tal dito cujo ficar mal, dando-lhe uma lição de como bem ouvir o que não ouvimos.
Ora, coiso. Acho que isto dava jeito era para situações a longo prazo, quando os tais dito cujos se lembram "Nem sequer ouviste o que eu disse a semana passada 'tas p'raí a coisar!", ao que nós accionavamos o mecanismo para ir buscar essa tal conversa fiada não ouvida. Talvez as baratas tenham esta capacidade. Vou investigar.
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