terça-feira, dezembro 06, 2005

Trevoada Imunda

A factualidade de todos nós estarmos constantemente num estado passivo de ânsia incondicional, leva-nos inconscientemente numa viagem de paradoxos, que mais parece uma epopeia de cultura intrínseca. O simples pestanejo da nossa zona bocal dá origem a uma oralidade pronunciada que nos introduz num novo mundo de câmbios sonoros intersectados pelas nossas imperfeitas e sórdidas cavidades auditivas. Pelo meio de tal entendimento damos início a uma sequênciada série de prolações que, na sua autoridade verbal, chocam umas nas outras causando faíscas impudicas que dão origem a verdadeiros buracos negros de sentido. Dissipada coesão que vai sendo engolida pelo eterno escuro, leva consigo a razão de qualquer existência como um objecto de ser. A partir destas permissas ilógicas analogamente elaboradas com fundamentos ruíns da tése epopeica, consequência-se que o palavreado não serve para patavina.

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