Há um mistério que me anda a fomentar uma ligeira curiosidade. Não que esse mistério contenha fermento. Não, longe disso, antes pelo contrário, é o que não tem que me intriga. A palavra enigma é um enigma que não tem solução. Pensem: o que quer dizer enigma? É como que um puzzle certo? Sendo a palavra “enigma” um puzzle quais são as suas peças? Ora aí está! É um puzzle que não tem peças, daí não ter solução. De onde vem a palavra “enigma”? É uma questão que ela própria se torna enigmática, ou seja, transforma-se noutro puzzle. Já adiantamos um bocado: concluímos que enigma é um puzzle, e que a sua origem é outro puzzle. Mas assim não dá, não se resolvem puzzles com outros puzzles. É a mesma coisa que tentar fazer limonada com limonada. Não dá porque já existe limonada, e a limonada intencionada iria obter o sabor, doce ou amargo, da limonada já existente. Assim resolver um puzzle com outro puzzle dá origem a outro puzzle ainda mais complexo. Por isso desisto e passo a referir-me a “enigma” por “doce de carnaval”.
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