Era uma vez um Urso Piurso. Era um urso pequeno alérgico a feno. Um dia o Urso Piurso que era pequeneo e alérgico a feno, deu por si desamparado no meio de um descampado. Tinha acabado de acordar e pensou que estava a alucinar. Quem teria sido o tratante que o trouxera para josante? Começou a caminhar para a casa chegar. Quando lá chegou logo se lembrou: "Apetece-me mesmo um saboroso torresmo." Ignorando a trafulhice sobre ele feita começou a sua colheita. Foi à vila e encontrou a Curuja Dalila: "Ó Curujinha, não sabes de torresmos para matar a fome minha?", ao que a Curuja respondeu "Vai ao Veado Meado. Pode ser do teu agrado." Muito inocente continuou com aquilo em mente. Ao passar pelo Cavalo Estalo perguntou do Veado Meado. E este respondeu "Acho que foi jogar bingo visto hoje ser domingo." Para lá se dirigiu e a porta abriu. O Veado Meado lá estava, e muito ele jogava. Com ele falando, a vontade do Urso Piurso foi mudando. Maus pensamentos surgiram para mal daqueles momentos. Sem control sobre si próprio, o urso deixou de estar sóbrio. Havia feno na entrada, que ajuda a acabar com a charada. Alucinou, e leitão virou. Convicto disso, caiu mortiço. Levou uma facada, digna de um leitão da bairrada. Para todos houve festa, como se ninguém tivesse dois dedos de testa. E assim acabou esta odisseia, que nem durou hora e meia. A propósito e sobre o assunto, o mesmo Torresmo comeu presunto.
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