quarta-feira, outubro 05, 2005

Snack de meia noite

Um "qualquer" qualquer, é um "qualquer" qualquer. Mas e se não fosse um qualquer? Nesse caso deixaria de ser um qualquer para se aquele "qualquer". Mas mesmo assim não deixaria de ser qualquer, pois sendo ele um "qualquer", continua a ser um "qualquer" qualquer. Mas afinal o que é o "qualquer"? Será qualquer coisa no geral, que nós não definimos? Tem de ser, pois é um qualquer e não aquele "qualquer". Assim trata-se de um "qualquer" qualquer que pode ser um outro qualquer, não deixando de ser um "qualquer". Mas se o tratamos por "qualquer", e até aspas pomos no seu nome, é porque não é um "qualquer" qualquer, mas sim aquele ou até mesmo este "qualquer". Então, qualquer que seja o "qualquer", é sempre um qualquer, mas podemos defini-lo como sendo o tal qualquer. Mas se nos quisermos referir decentemente a esse tal qualquer, por escrito, temos de por "o tal qualquer" e não o tal "qualquer". Assim sendo, "o tal qualquer" já não é um "qualquer" qualquer e sim aquele "qualquer". Acho que já não dá para haver qualquer confusão. E agora sem qualquer confusão, afirmo que já se comia qualquer coisita, por isso vou ver se tenho "o tal qualquer" que me está a apetecer agora, ali no meu frigorífico. Se não tiver como umas bolachinas de côco.

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