Ora digam lá: nós afinal somos todos diferentes ou todos iguais? Há quem diga que somos todos diferentes e todos iguais, mas sendo assim, somos diferentes sendo todos iguais? ou somos iguais sendo todos diferentes?
Se formos todos diferentes sendo todos iguais, somos diferentes de uma forma igual, ou seja, somos diferentes uns dos outros, mas sendo-o de uma maneira comum a todos. Ora isto leva-nos a uma igualdade diferenciada, pois torna-nos iguais, não deixando de ser diferentes de forma igual.
Por outro lado, se formos todos iguais sendo todos diferentes, somos todos iguais de formas diferentes, ou seja, somos todos iguais uns aos outros, mas cada um à sua maneira diferente dos outros. Mas volta aqui a estar presente um paradoxo enorme, pois sendo iguais de formas diferentes, tona-nos diferentes uns dos outros. No entanto é possível continuar a dizer que somos iguais. Ou não?
Afinal o que é o igual e o que é o diferente? Será que o igual é como um espelho? Mas sendo assim, não é propriamente o igual que nós conhecemos, pois não nos mostra uma imagem igual, mas invertida, tornando assim essa tal imagem diferente do original. Desta forma pode-se afirmar que não existe igual, pois tudo é único, um original é único, e uma imagem invertida também é única. Conclui-se então que só existe diferente, significando único, singular. Se só existe singular, a matemática perde a razão de existir, pois só existe 1 e nada mais. Não existe 2 nem 3 nem 4. Nem sequer 0 porque se é singular existe, e o 0 quer dizer que não existe. Assim deixa de existir operações primárias pois 1+1 só pode ser igual a 1.
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