Acho que já todos nós vimos um guardanapo voar com o vento a meio de uma refeição, ou seja, quando mais precisamos dele. Porque é que isto acontece? Quem é que o vento pensa que é pa nos levar assim o guardanapo? Um dia destes que passou, resolvi confrontar o meu guardanapo de papel contratado para o dia em questão, e fi-lo falar como nunca o tinha feito antes. Assim apercebi-me que o guardanapo e o vento são compinchas de longa data. Está tudo muito bem planeado como se fosse numa toalha de restaurante: o guardanapo prepara-se para cumprir o seu contrato que consiste de entre 5 minutos (para os mais rápidos) a 2 horas (para os mais esfomeados) de serviço e de repente aparece o vento que inocentemente o leva do seu local de trabalho. Após ter admitido faltar ao contrato, o guardanapo desculpou-se afirmando que não queria seguir para o lixo como os que ali tinham trabalhado como ele. Foi aí que o caso mudou de figura. Pensei eu: "Espera! Eu estou a falar com um guardanapo?! O quê?! Desde quando é que os guardanapos falam?" e de repente dei por mim a falar sozinho. Foi mesmo estranho, mas de qualquer maneira tinha de ir dar de comer ao meu canguru e quando cheguei à beira dele, estava ele em amena cavaqueira com o Charlie, o meu hamster. Mais uma vez senti que algo estava errado. Acordei tombado sobre a mesa de almoço, olhei à minha volta e não havia nenhum guardanapo de papel na mesa ou no seu recipiente. Apressei-me para a varanda, que estava aberta, e deparei-me com uma matilha de guardanapos de papel a voar por cima dos prédios, soprados pelo vento. Dei então conta que o meu sono repentino, tinha sido provocado por um pósinho providenciado pelo Charlie, directamente para a minha bebida. Tinha sido tudo uma conspiração, como se tratasse da liberdade de escravos que depois do seu eventual uso seriam exterminados. A partir daí tomei uma decisão: "Vou contratar um guardanapo de pano. São mais careiros mas ao menos são fieis."
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