sábado, setembro 03, 2005

Casas de Açúcar

Acho que a maior parte de nós quando eramos mais pequenos queríamos ter uma mesada, porque dessa maneira sentiamos o dinheiro em peso na nossa mão. Sabía bem saber que tínhamos muito dinheiro embora não tivesse grande valor. O que contava era o peso. Eu nunca tive uma mesada e talvez por isso posso afirmar com firmeza que não ter mesada é muito mais vantajoso, pois dessa forma podemos sempre pedir pequenas quantias que pouca diferença parecem fazer mas que não nos limitam ao valor estipulado por uma mesada. Assim dizemos "Pai arranja-me 10€ para ir ao cinema" e passado pouco tempo damos por nós a dizer a mesma coisa.
É pena que quando chegamos a adultos, e vamos trabalhar, passamos a ganhar "mesadas". Eu acho que estas mesadas deviam ser abolidas. Porque em adultos temos mais necessidades, davamos conosco a ir ter com o nosso patrão "Ó patrão podia-me arranjar 150€ para as compras do mês?", "Será que me podia arranjar uns 100€ para um jantar romântico com a minha mulher?", ou até mesmo "Sabe...é que a minha filha vai fazer 18 anos e o que ela queria mesmo era a carta...". E à medida que íamos envelhecendo (à semelhança com o que acontece entre a nossa infância e fim de juventude), as nossas necessidades íam-se tornando maiores: primeiro tínhamos namorada/o, depois casavamos, tínhamos filhos, envelhecíamos, os nossos filhos cresciam, casavam, etc...
É por isso que as chuvas ácidas estão cada vez piores pois assim, as famílias não têm tanto dinheiro quanto precisam e então têm de gerir mais o dinheiro, ficando com menos dinheiro para fazer as compras do mês, passando a faze-las aos bocados numa tentativa de esticar o deinheirinho, tendo de ir mais vezes ao supermercado, utilizando mais vezes os transportes quer públicos quer privados, libertando mais gases tóxicos para a atmosfera, provocando assim o agravamento das chuvas ácidas que qualquer dia só numa chuvada dissolvem-nos as nossas queridas casinhas como se de açucar se tratasse.

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