domingo, agosto 21, 2005

Tic-tac musical

Sabendo o sabido, eu sei que sei o sabido. E sabendo que sabendo o sabido se sabe que se sabe, eu sei que sei o que sei. Mas se não soubesse o sabido e soubesse o que sei, talvez soubesse outro sabido, não deixando este de ser sabido. Mas de qualquer maneira eu sei que sei...ou penso que sei? Se, de facto, pensar que sei, e efectivamente não souber, não saberei que não sei, mesmo pensando que sei. Assim julgarei que sei o que na realidade não sei, ou seja o não sabido, julgado-o sabido. Se por acaso concluir que não sei o sabido, ou seja, o não sabido, tentarei saber o que não sei e assim torna-lo sabido. Mas é sabido que o que eu não sei é não sabido, tornando-se um semi-sabido.
Mas o que é sabido agora será sabido futuramente? Talvez o saiba agora e o venha a saber futuramente. Mas saberei eu, nessa altura, que de facto o sei mesmo, ou pensarei que o sei?
De qualquer maneira, é sabido, por isso toda a gente sabe mas nem toda a gente saiba que sabe, que os dias de Verão são maiores dando-nos assim mais tempo para apreciar a música que é o tic-tac dos relógios.

P

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