sábado, julho 02, 2005

Nadar em nada de nada

Recentemente o meu pensamento tem sido captado por nada. É verdade! Por nada! Cansado de receber respostas do género “Não, não é nada” ou de pensar em “nada”, resolvi envolver-me com o nada, para ver a onde me levava o nada.
Já alguma vez conseguiram pensar em nada? Pois é às vezes todos temos momentos em que só nos apetece pensar em nada. Esses momentos, por mais que nos esforcemos a tentar explicar a alguém a única coisa que nos vem à cabeça é “nada”.Outras vezes, é o nada que vem ter conosco envolvendo-nos numa terceira dimensão onde só existe nada, e nós ficamos tão parvos com o nada que existe no "nada", que as pessoas que nos estão a ver podem pensar que não nos sentimos bem.
Se pensarmos bem, nada não é absolutamente nada, pois quando dizemos “não é nada” ou quando pensamos em “nada” é sempre alguma coisa e os pensamentos são sobre alguma coisa, nem que sejam sobre nada. Reparem: pensem em nada. Mas nada mesmo. Agora pensem: tiveram a pensar em quê? Nada! Ora desta maneira o nada, deixa de ser nada para ser alguma coisa chamada “nada”.
Tentemos agora outra abordagem. Com certeza já todos nós sofremos uma dor ou comichão incomudativa da qual nos queixamos mas que a resposta que obtemos é sempre “Ó! Isso não é nada!”. “Pois” pensamos nós “não é nada mas esse nada chateia pa carago!”. Mais uma vez o nada tem um duplo significado. Por isso o nada é alguma coisa, mas não deixa de ser nada.
Resumindo e concluindo, estamos rodeados de nada, mas para aqueles que pensam “Ó! Não é nada”, estão muito enganados pois não é nada mas sim o “nada” que é alguma coisa, nem que seja só nada. Por isso comecem a valorizar mais o “nada”.
Com tanto nada, esqueci-me de mencionar que nada significa também o imperativo do verbo nadar ou o presente do indicativo da terceira pessoa do singular do mesmo verbo.

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